Qual a importância do monitoramento de mídia?

Uma das principais estratégias de comunicação nos tempos atuais consiste em produzir conteúdo para gerar relevância a uma instituição, marca ou produto. Seja para esclarecer um fato, apresentar uma ação com objetivos integrados, ou qualificar um perfil diante do mercado, este trabalho deve estar acompanhado da etapa de documentação dos resultados por meio do monitoramento de mídia.

O monitoramento de mídia é a quarta e contínua etapa a ser desenvolvida dentro das assessorias de comunicação e agências especializadas, sucedendo as etapas de planejamento, produção e distribuição de conteúdo.

É o monitoramento que permite que saibamos onde estamos pisando, qual a eficiência e nível de credibilidade da comunicação que estabelecemos com o público e com a imprensa.

Monitoramento de mídia

O monitoramento de mídia deve ser compreendido como um procedimento constante para quem lida com a produção de conteúdo. Isso porque, mesmo que não haja a produção intensa de materiais, é necessário entender o aproveitamento atrelado ao que já foi produzido.

A proposta requer checagens rotineiras, realizadas de forma adequada, que irão nos fornecer três dados importantes: o que estão falando sobre o assessorado, como o conteúdo que produzimos tem sido aproveitado e quanto espaço temos na mídia. Vamos entender melhor.

Menções

O acompanhamento dos veículos de comunicação é a base para sabermos o que estão falando sobre quem assessoramos. E a internet tem facilitado muito este trabalho.

Com o uso de palavras chaves, pesquisas em ferramentas de busca e acesso rápido aos principais veículos é possível levantar informações rotineiras sobre os temas que envolvem o nome/marca do assessorado.

Esta etapa de monitoramento de mídia permite avaliar se as menções são positivas ou negativas e garantir, dentro de um trabalho de gestão de crise, que dados inidôneos sejam corrigidos ou que o posicionamento da instituição possa ter espaço para esclarecer uma crítica ou problema.

Aproveitamento

Se o seu conteúdo apresenta, de alguma forma, utilidade para o público alvo, há grande chance de que seja aproveitado pela mídia, seja na reprodução integral do conteúdo ou no desenvolvimento de novas pautas com base nas informações que distribuímos.

É possível avaliar quais tipos de conteúdo geram mais engajamento dentro dos veículos de comunicação e quais possuem menos aceitação. Essa análise contribui para a melhoria do conteúdo e, principalmente, para melhorar a relevância junto ao público alvo.

Quantidade

Qualquer trabalho precisa gerar informações suficientes para documentação. Na área de comunicação, a documentação também consiste em contabilizar as inserções na mídia, utilizando como base os itens anteriores.

É importante definir a periodicidade para quantificar essas inserções. O mais comum é realizar o monitoramento de mídia ao longo das atividades diárias e documentar todos os dias as informações obtidas.

Isso requer dados como tipo de mídia (se é web, impresso, televisão ou rádio, por exemplo), veículo, data, hora, e, claro, link, imagem, áudio ou vídeo das inserções/menções.

Tais dados básicos podem ser extremamente úteis na hora de comprovar o comportamento da mídia espontânea, gerar relatórios sobre economia de recursos, definir as inserções mais qualificadas e, nos casos de assessorias comerciais, dimensionar o negócio em relação aos concorrentes.

Esse não é um procedimento simples. Muitas assessorias ainda não conseguiram estruturar esse procedimento de forma eficaz, fato que se deve, na maioria dos casos, à falta de percepção de sua importância e à supervalorização do conteúdo.

Em alguns casos, a percepção da importância do processo existe, mas, por ser uma atividade minuciosa, acaba não sendo desenvolvida com maior detalhe, devido à falta de pessoal suficiente dentro das equipes reduzidas de assessorias.

Algumas optam pela terceirização deste serviço, executados por empresas especializadas no segmento que oferecem melhores resultados por possuírem profissionais exclusivos para acompanhamento das mídias, inclusive das programações de TV e Rádio que são mais difíceis de monitorar em tempo real.

Se o monitoramento ainda está em fase inicial de implantação, vale a pena começar com as mídias digitais e impressas, mais fáceis de acompanhar. Ah, não vamos esquecer que as redes sociais também podem ser um ótimo filtro.

O ideal é que o conteúdo e o monitoramento andem juntos, por isso, profissionais de comunicação devem investir no segmento para prestar serviços cada vez mais completos aos clientes/assessorados.

 

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